A programação da tarde do EPEC contou com uma palestra de suma importância para os rumos da infraestrutura do Estado do Paraná nos próximos anos. No auditório principal do evento, o Eng. Mec. João Arthur Mohr, gerente de Assuntos Estratégicos da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), ministrou a palestra de apresentação do Plano Estadual de Logística e Transporte – PELT 2035 para dezenas de participantes do Encontro.
“Estamos olhando para o horizonte, visualizando obras ferroviárias, rodoviárias, portos, novidades sobre pedágios e aeroportos, previstas até 2035, a partir de uma construção coletiva. E digo coletiva porque o PELT tem um horizonte a longo prazo, onde diversos líderes políticos passarão e farão parte do seu período de execução. Como podemos vencer a troca de um governo? Com um planejamento como o PELT, feito com participação da sociedade civil organizada”, apontou o Engenheiro.
O PELT é composto por propostas para modal portuário (17), ferroviário (8), rodoviário (48), aeroviário (16), além de outros modais (8). Em julho deste ano, sete reuniões regionais descentralizadas foram feitas pelo Paraná para atualização do PELT 2035, todas com participação efetiva do Crea-PR. O objetivo dos encontros foi apresentar os avanços dos últimos anos, debater e apontar as obras prioritárias para o estado, além de atualizar o Plano Estadual com demandas do momento.
“Participaram das ações cerca de 400 representantes de entidades do setor produtivo, da sociedade civil organizada e do poder público, com uma visão macro da logística do Paraná e, vale um destaque para a participação do Crea-PR, que reconhecidamente foi a entidade que mais participou das reuniões descentralizadas no Paraná”, avaliou o palestrante.
Em sua fala, João Arthur explanou aos ouvintes sobre o status das 97 obras do Paraná previstas no plano na versão de 2016, divididas por modal. Com relação à esfera portuária, das 17 obras totais previstas, nove delas foram construídas. Neste tema, o Engenheiro abordou algumas obras ainda necessárias como o canal de acesso ao Porto de Paranaguá, para receber navios de grande porte; a construção de píeres; e o acesso rodoviário, proposto na Avenida Ayrton Senna, já que 80% das cargas chegam ao Porto paranaense pelas estradas.
No modal Ferroviário, sinalizando que nenhuma das oito obras previstas foi concluída, o palestrante ressaltou as obras previstas envolvendo a Nova Ferroeste, principalmente no Trecho 1, de Guarapuava ao Porto de Paranaguá (concessão estadual), e a nova Malha Sul, que sofrerá uma série de melhorias. “Com certeza será um trabalho grande para o Crea-PR acompanhar e fiscalizar atentamente”, apontou.
Como o modal que mais avançou no Paraná nos últimos anos, João Arthur apontou o aeroviário, com 13 das 16 obras concluídas, chegando a 81% de execução. “Programas estaduais como o Voe Paraná e as melhorias expressivas nos aeroportos do Estado justificam essa evolução do setor paranaense”, adiantou.

O modal rodoviário foi o destaque da apresentação, sobretudo pelo novo modelo de concessão dos pedágios no Estado. Ressaltando que 80% das cargas chegam ao Estado transportadas por caminhões, o Engenheiro detalhou informações sobre lotes, obras de duplicação, contornos, etapas e processos de melhorias, prazos e estimativas financeiras das concessões de pedágio.
Para João Arthur, a principal importância do PELT é garantir o constante desenvolvimento do Estado. “Quem melhor do que uma pessoa que vive naquela região, para identificar o que é preciso em termos de infraestrutura naquele lugar? Por isso construímos isso com a comunidade e entregamos a todos os representantes da Assembleia Legislativa do Paraná, do Congresso Nacional, da Câmara dos Deputados, Senado, Governadores e Presidente justamente para que, na troca de governo, as obras e investimentos não precisem ser replanejados, mas que haja continuidade. Nós, sociedade, ganhamos sinergia e trabalho”, defendeu o Engenheiro.
Aos profissionais do Sistema Crea/Confea o palestrante fez um apelo por parceria e compromisso profissional com o futuro do Estado. “O nosso papel é fiscalizar a execução de todas essas obras que pontuamos e que estão no planejamento a curto e longo prazo. O Crea-PR tem profissionais no Paraná inteiro e, por sua importância e seriedade, precisamos de vocês como parceiros nesse processo de fiscalização”, concluiu.
Ao final, o palestrante respondeu perguntas dos participantes voltadas, sobretudo, ao novo modelo de pedágios do Paraná.
Programação
O 48º Encontro Paranaense de Entidades de Classe e o 31º Fórum de Docentes e Discentes seguem até sexta-feira em Foz do Iguaçu. Com o tema Infraestrutura do Estado do Paraná, inovação nos serviços das Engenharias, Agronomia e Geociências e sustentabilidade das Entidades de Classe, o evento reúne representantes de Entidades de Classe, inspetores, conselheiros do Crea-PR, membros do CreaJr e lideranças estaduais e nacionais das Engenharias, Agronomia e Geociências.
Realizado pelo Crea-PR por meio do Colégio de Entidades de Classe – CDER, do Colégio de Inspetores – CDIN, e do Colégio de Instituições de Ensino – CIE, e os eventos contam com o apoio do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – Confea, da Mútua-PR – Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea, e da Cooperativa de Crédito – CredCrea.
Texto: Nádia Mocelin – Comunicação Crea-PR
Fotos: Levi Rodrigues Ker e Elias Ker